terça-feira, 15 de março de 2011

Preguiça


Ando com preguiça de quase tudo... Quer dizer, acho que estou com preguiça de tudo sim.

De vez em quando nos damos ao luxo de sentir preguiça de pegar a tampa do desodorante que caiu faz semanas em baixo da cama, preguiça de trocar os lençóis... Afinal, o que que tem? Tomei banho todos os dias, meu cachorro que me acompanha também, tenho dormido sozinha mesmo. Deixa pra depois.
Preguiça de acordar. Trocar o toque do celular.
Preguiça de ligar para mãe, pro pai. Não é que eu não os ame, é que no momento pegar o celular, pensar no que falar; já me sinto até ofegante.
Até pensar anda me causando um certo cansaço.

Que absurdo! Me demonstro uma perfeita egoísta preguiçosa.

Mas é verdade, ás vezes a gente está assim mesmo. Não nessas mesmas situações, mas está.

Quero mudar... Ai! Trocar a cor do cabelo. Já fazem 18 primaveras que estou assim. Emagrecer 4 ou 5 quilos, mas isso necessitaria de exercícios físicos e no momento, eu não estou pra isso.

Acredito que preguiças como essas são até saudáveis, nos tiram dessa vida rotineira.
Acordar, tomar café, ir trabalhar ou estudar, na hora do almoço dar um Alô pra mãe. Toda sexta ou todo sábado trocar os lençóis, ou que seja qualquer dia, desde que seja toda semana.
Ai que saco! Deixa sujar, a casa, o quarto, deixa a mãe com saudade (pelo menos por algumas horas). O desodorante não vai secar sem a tampa (pelo menos não agora).

Mas o que não podemos deixar é que a preguiça nos tire a vontade de viver, sede de ser feliz... Preguiça de lutar então? Essa é inaceitável.
Não podemos ter preguiça de dizer ‘OBRIGADA’, não podemos ter preguiça de dizer ‘Eu te amo’, de pedir ajuda, e também de ajudar. Coisas como essas que ás vezes não fazemos por preguiça ou descaso.

Precisamos disso.

Deixe para ter preguiça no final de semana que você não trabalha. Deixe para ter preguiça na hora de brigar no transito, deixe para ter preguiça para se estressar com qualquer bobagem... Deixe a sua preguiça para hora de trocar os lençóis, mas troque uma vez por mês, também é saudável.



por M PANDOLFI

Pergunto-te onde se acha a minha vida.



Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada de uma verdade minha bem possuída.
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida por esperanças hereditárias? E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensa que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença de ti, de mim, da coisa perguntada, do silêncio da coisa irrespondida.



Cecília Meireles

segunda-feira, 14 de março de 2011

Amor


Eu te amo..

Como podemos definir com total certeza 7 letras que fazem tanta diferença em nossas vidas.. Ou podemos dizer 4, A M O R.

Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo

Amor... simples e fácil. Só se for a forma como se escreve...

Definir amor, é tão difícil como definir as teorias existenciais,religiões, crenças.

Fato! É praticamente impossível chegar a uma conclusão passiva & geral.

Podemos definir amor: O simples fato do olhar ou o tocar.

Podemos definir amor: Como abraço.. Carinho.. Sexo.

Podemos definir amor: Sentindo saudade, sentindo desejo.

Coisas fáceis demais, banais demais, comuns... O amor não é comum.

Mas nenhuma forma é mais eficaz de reconhecer amar sentindo sentimentos atormentadores,teoricamente ruins de se sentir...

Raiva. Raiva de não ter reconhecimento de pequenos detalhes, detalhes que só nós, parte principal afetada sabe qual é.

Medo. Medo de se decepcionar, uma,duas,outra vez. Ou o simples medo de perder alguém, de se sentir perdida, ou de nem conseguir imaginar-se acordar, se deitar sem ela. Um vazio, um nada, de novo.

Tristeza. Tristeza por se sentir ás vezes sozinha, por querer um cafuné... derramar lágrimas e lágrimas de incompreensões de enganos.

O amor não é perfeito. Se fosse perfeito não seria amor.
Quando se ama, uma parte (grande) do nosso cérebro se torna impotente, nosso lado racional é banido. Quando se ama qualquer gesto se torna um feito. Qualquer mínimo se torna extremo.

Mas é exatamente por essa parte banida que sentimos sensações inexplicáveis e únicas poucas vezes sentidas.

As vezes sinto-me apaixonada apenas por vê-lo piscar. Me sinto apaixonada lendo mensagens inusitadas pela manhã. Com o beijo de despedida, com o sentimento de me sentir querida,amada, necessária. Me sinto apaixonada sendo respeitada, ou levando bronca. Me sinto apaixonada me descabelando de ciúmes por qualquer bobagem. Me sinto apaixonada sentindo o seu perfume em meio a tantos cheiros diferentes do teu. Me sinto apaixonada quando longe percebo que nada é igual. Me sinto apaixonada quando olho pra traz e vejo que pouco do que passamos é suficiente pra continuar. Me sinto apaixonada quando percebo que já nem lembro como era minha vida antes de você chegar.

Mesmo assim ainda é difícil falar de amor.

As formas de demonstrar amor podem ser diferentes em cada casa,cada quarto, cada cidade e continente...

Mas no geral todos nós nascemos amando, e morremos amando. É inevitável.

Ás vezes amamos sem saber. Ás vezes amamos conscientes ou inconscientes. Amamos bem, amamos mal.

Mas de maneira alguma amamos errado, amar em si não é errado. Como vamos saber afinal de que forma amamos, como amamos, e SE REALMENTE amamos, se ainda nem conseguimos definir de fato O QUE É AMAR.



por M Pandolfi

sábado, 12 de março de 2011


Já faz algumas semanas que venho tentando falar de algo, e não passo da terceira linha.

Talvez eu esteja cansada de tentar não me comprometer com as palavras. Talvez pelo fato de querer tanto falar algo, sobre mim, sobre a vida, sobre o amor. Falar coisas que ultrapassem essas três linhas.

Bom, hoje particularmente é um dia difícil. Doze de março não me traz boas lembranças. Não é só fato de estar chovendo.Aliás, antes fosse.

Hoje faz cinco anos que ela se foi.

Engraçado. Cinco anos... Parece que foi ontem. Pelo menos eu sinto como se fosse.

É claro, não choro mais como chorava há cinco anos, não tenho mais o cabelo tão comprido, e também não sou tão magra quanto eu era. Mas mesmo assim parece que foi.

Assim como também parece que foi ontem que fiz 15 anos, e me achei a mulher mais madura do universo. Hoje com 3 anos a mais, as vezes ainda acho que sou, e dou risada.

O tempo muda. Não falo de estação, de segundo, ou de clima.

Falo de mudanças que quase ninguém vê. Aquela que você custou para conquistar, que não foi fácil, mas que ninguém percebe. Embora para você ela esteja estampada em sua face.

Mudanças como, não levar tudo tão a sério, rir mais de coisas pequenas, pensar mais em você, mudar a cor do esmalte.

Mudar de rumo, de cidade, de carro.

Nem sempre mudamos por vontade própria. As vezes a mudança vem de susto, nos obriga a engoli-la, fria, e a seco.

De uma hora para outra, é emprego novo,número novo, família nova, escola nova.

E o que fazemos com aquelas cartas antigas que só de lembrar nos enchem os olhos d’água?

O que fazer com amigos antigos, aquelas tardes brincando na rua?

O que fazer com as lembranças da Avó querida, da vida que tínhamos e da vida que queríamos ter?

O que fazer com a nostalgia que invade a alma, a casa, o peito?

Apenas aceitar.

Aceitar a mudança de clima, a mudança de emprego, de amor, se torna imensamente fácil quando nos deparamos com a impossibilidade de mudar o futuro, e o passado.Embora o tempo mude. Embora você mude, descubra o que fazer, o que falar... Existem coisas impossíveis de mudar.


por M PANDOLFI.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Não entendo.




Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O que você vê?



O que você vê nesta foto?

Tente responder a minha pergunta para si mesmo.
Acredito que quem não a conhece esteja imaginado que é mais uma modelo famosa, ou nem tão famosa assim. Ou quem sabe mais uma heroína do século XXI. Talvez a futura Marylin Monroe. Ou que ela seja até a filha da Dilma.

Não. Não é isso!

Agora eu vou lhe dizer o que eu vejo nessa foto:
Eu vejo uma mulher loira com pintas extremamente particulares e um olhar que... fala sério! Mas isso não é nenhuma novidade.
É muito mais do que isso. Essa mulher chama-se Alecia, mais conhecida como PINK, vencedora de vários grammy’s, 31 anos ,casada, mãe. Bom, mas não estou aqui bancando o Wikipédia.

O que eu sei mesmo é que essa foto para mim representa a imagem de uma mulher irreverente, que possui uma voz inigualável, voz que já me emocionou inúmeras vezes. E pra mim tanto faz qual a cor do cabelo dela, opção sexual ou se ela possui uma causa social. Talvez seja por isso que essa foto me cause diferentes sensações.

Mas se eu não dissesse tudo isso, você daria tanta importância assim?

Agora podemos falar sobre as diferentes formas de olhar as coisas... Seja olhar uma foto, uma cena, uma situação, a vida.

Hoje por exemplo, eu estava no ônibus vi uma jovem loira caminhando pela rua. Mas o que me chamou a atenção foi uma tatuagem que ela possuía.
Acredite, ela tinha tatuado na panturrilha um FUSCA AMARELO em um tamanho considerável.

De inicio me fiz a pergunta: “ O que leva alguém a tatuar um fusca”?

Refleti sobre essa tatuagem durante o caminho. E percebi como eu havia sido estupida. Só ela tinha a resposta, e lógico, não era da minha conta.

Talvez ela tivesse encontrado o grande amor da vida dela dirigindo um fusca. Talvez ela tivesse ganho na Tri Mania com os números da placa de um fusca. Talvez esse tenha sido o presente que seu pai lhe deu de aniversário de 15 anos. Talvez ela seja apenas uma pessoa criativa com um FUSCA AMARELO NA PANTURRILHA ORAS!

Mas o fato é que assim como eu imaginei dezenas de respostas sobre a razão da tatuagem daquela moça. Outros nem prestaram atenção nela.

As diferentes formas de ver as coisas fazem toda a diferença.
Há pessoas que dizem que Lealdade é mais importante do que Fidelidade. Realmente é relativo. Mas há Lealdade sendo infiel? Não sei.

Outros acham que o amor não enche barriga. É claro que não enche, o amor não se encontra no setor de ‘Frios’ do Supermercado nem na Padaria. Mas existe felicidade de barriga cheia e coração vazio? Acho que não.

Então acredito que as decisões que tomamos em nossas vidas, são apenas nossas. Não que eu pense que a opinião ‘alheia’ seja insignificante, mas acredito que ela possa SIM ser dispensável.
Sendo assim suponho que agora quem estiver lendo também não pense da mesma forma que eu, não sinta as coisas da mesma forma que eu. Mas também concorde que isso é realmente importante. Tão importante quanto ter um fusca tatuado na panturrilha!

M PANDOLFI.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

os meus, os seus, os nossos... SEGUIDORES.



Hoje enquanto tomava banho, e perdia mais centenas de milhões de fios de cabelo senti necessidade de retratar algo que vem me intrigando faz um bom tempo. É claro que isso ainda não me trouxe rugas ou cabelos brancos, mas... Enfim não vamos perder o foco.
Esses dias no meu trabalho (minha função não vem ao caso), minha colega me fez a seguinte pergunta:

- “ Pra quê serve o Twitter, Facebook?”

Em uma fração de segundos eu ‘bolei’ várias respostas convincentes para mostrar que todas essas ‘redes sociais’ eram realmente ÚTEIS(Pois possuo todas elas). Não achei nenhuma convincente o suficiente e preferi balançar os ombros e mudar de assunto.
Me lembrei de uma pergunta que deixei em branco na prova final de Geografia do Terceiro Ano; a pergunta era mais ou menos essa:

-“Você concorda que as redes sociais criadas na internet aproximam os povos? Por que?“

CARACA.. Esse ‘porque’ foi o que me fez deixar a questão em branco.

Hoje tirei uma conclusão. É claro que essa é a MINHA conclusão. Não estou aqui para influenciar,ou encaixar alguém nesse meu raciocínio...

Comecei a achar que não existe Rede Social alguma. O que existe realmente são pessoas que não querem de forma alguma serem esquecidas, ou parecerem antigas.
Não precisei jogar no Google para fazer o cálculo.

TWITTER:
Menos de 100 Seguidores = Exclua seu twitter, você não é nenhum pouco popular.
Mais de 500 seguidores = Vou seguir você, talvez você se torne o novo Colírio da Capricho.
Mais de 5.000 seguidores = Você é popular.
Mais de 50.000 seguidores = UAL.. Você pode bater o Luciano Huck. (que possui mais de 1000000 de seguidores).

Essas tal de ‘Redes Sociais’ são como viroses, elas contaminam... Você pode não achar a mínima graça, você pode esquecer as senhas de todas elas... Mas você possui. De alguma forma, e essa forma você nunca lembra qual foi...

É como aquela calcinha(cafona) fio dental, que você sequer tem coragem de usar porque se sente ridícula OU acha que poderia ter no mínimo 15kilos a menos pra caber naquilo.Mas mesmo assim você tem. Tá legal! VOCÊ pode não ter, mas, a sua vizinha ou melhor amiga com certeza sim. (RS...)

Termino esse post deixando claro que eu também possuo Login e Senha, dessas redes sociais. Mas fica a dica: Não se deixe levar por status, ter ou não mais de 10 seguidores não é o que realmente faz a diferença. Pelo menos não pra mim, no meu caso ainda nem passei de 65 Followers!

M PANDOLFI.