sábado, 25 de fevereiro de 2012



As pessoas pisam, magoam, brincam com as outras e acham que o simples fato de se desculparem apaga, ou anula os erros.

Aprenda, nada apaga o passado. As coisas podem sim, se amenizarem mas jamais serão esquecidas.

Se foi suficientemente corajoso para errar, seja ainda mais para concertar.
Não com palavras, e sim com atitudes. Por mais poder que tenham as palavras dificilmente elas concertam um cristal quebrado ou um coração partido.

Mania que as pessoas tem de perderem coisas valiosas por tão pouco.

O tempo passa, e por mais que doa mais em quem foi magoado, o futuro se torna muito mais incrível a quem soube passar por tudo isso de cabeça erguida, e consciência limpa!


Mayara Pandolfi

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012



Sensação leve de poder deitar todas as noites com a cabeça no travesseiro, sabendo que nada de mal eu fiz, que nenhum sofrimento causei.
E que todos aqueles erros que cometi, já consertei.
É por isso, que acordo todos os dias com um sorriso no rosto e a gratificação de que tudo dará certo pra mim. E que não preciso temer o futuro, porque plantando o bem, e semeando o amor, não colherei nada diferente disso...

Mayara Pandolfi



“ Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas” CUIDADO!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor Despercebido



E existem pessoas que não dão valor para o amor...

Tão puro, tão doce... As vezes tão cego... Mas sempre amor.

Passam despercebidos, desprovidos da vontade de amar alheia. Da vontade de viver alheia.

O amor as vezes tão caridoso, tão paciente... O amor as vezes tão onipresente.

E mesmo assim passam despercebidos.

Quase sempre insatisfeitos, não basta apenas amor. E não basta mesmo.

O amor não tem hora, não conta tempo, não se afasta, não recua, não se despede.

As vezes invisível, o amor está em tudo... A todo momento. Em mim, em você, nele, nela...

Mas mesmo assim, ainda permanece despercebido em alguns.


Mayara Pandolfi

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012



Você deixou que eu fosse longe demais, agora esqueci o caminho para voltar...
Não foi eu. Foi você.
Você escolheu assim, eu só aceitei.
Fui ser feliz, e não volto... Não hoje!

Mayara Pandolfi.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Esperar




Espera pra mim é sinônimo de agonia.
Um dia desses uma amiga, me disse: “Espera, dê tempo ao tempo”. Sinceramente, no alto da minha juventude me falta paciência para poder esperar... Aqueles minutos eternos, aquelas horas intermináveis... Aqueles dias que não passam nunca. Cansei de esperar... Não que o meu tempo esteja contado, não que eu não possa... Eu simplesmente tenho pressa. Cansei dessas esperas torturantes.. Cansei de fazer da minha cabeça um turbilhão de acontecimentos impossíveis, a espera, o tempo faz com que as coisas se afastem... O tempo nos traz expectativas, ilusões... O tempo nos leva alegrias,oportunidades, momentos... Cansei de viver com tempo... Estou com pressa, pressa de ser feliz. Pressa de viver. Ficar esperando por alguém, é a mesma coisa que viver em banho Maria... Cozinhando, Cozinhando...


M PANDOLFI

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011



Escuta aqui... Porque você não vem de uma vez e fala logo que me ama? Que também tem medo de me perder, e que cada minuto longe de mim é uma tortura...
Que você lê, e re-lê as mensagens que te envio, e que a minha foto também está no seu celular.
Que o medo que me cerca de sofrer também te atinge, e que você mesmo assim quer estar ao meu lado.
Que você lembra da data do nosso primeiro beijo assim como eu.. E que assim como eu, você acredita que isso seja de verdade.
Porque você vai embora e me deixa nessa loucura? Nessa confusão de achar que tudo acabou sempre que você vira as costas e some.
Porque você diz que vai ligar, e nunca liga quando prometeu? Porque você me beija e diz que me adora sempre que eu tento dizer que pra mim chega?
Você me controla e me descontrola. É como se você soubesse. Aliás, eu acho que você sabe, você sabe como desmoronar o meu mundo, e sabe como encanta-lo em um passe de mágicas.
Sem exatidão. Não precisa chegar na hora certa, não precisa me ligar na hora certa, apenas seja a pessoa certa, acabe com as minhas duvidas, e vem, Sem que eu precise dizer ao menos uma palavra!

M Pandolfi.

terça-feira, 26 de abril de 2011




A história mais difícil de escrever é a nossa própria, complexa, obscura, inocente ou perversa – bem mais do que são as narrativas ficcionais.
Brinquei muito tempo com a idéia de dizer “sim” ou “não” a nós mesmos, aos outros, à vida, aos deuses, como parte essencial dessa escrita de nosso destino – com os naturais intervalos de fatalidades que não se podem evitar, mas têm de ser enfrentadas.
Acredito em pegar o touro pelos chifres, mas vezes demais fiquei simplesmente deitada e ele me pisoteou com gosto. Afinal, a gente é apenas humano.
Nessa difícil história nossa, dizer “sim” ao negativo, ao sombrio, em lugar de dizer “sim” ao bom, ao positivo, é o desafio maior. Pois a questão é saber a hora de pronunciar uma ou outra palavra, de assumir uma ou outra postura.
O risco de errar pode significar inferno ou paraíso.
Também descobri (ou inventei?) isso de existir um ponto cego da perspectiva humana, em que não se enxerga o outro mas apenas um lado dele: seu olho vazado, sua boca cerrada, seu coração amargo. Sua alma árida, ah… O ponto cego das nossas escolhas vitais é aquele onde a gente pode sempre dizer “sim” ou “não”, e nossa ambivalência não nos permite enxergar direito o que seria melhor na hora: depressa, agora.
O ponto mais cego é onde a gente não sabe quem disse “não” primeiro. E todos, ou os dois, deviam naquele momento ter dito “sim”.
Viver é cada dia se repensar: feliz, infeliz, vitorioso, derrotado, audacioso ou com tanta pena de si mesmo. Não é preciso inventar algo novo. Inventar o real, o que já existe, é conquistá-lo: é o dom dos que não acreditam só no comprovado, nem se conformam com o rasteiro.
Nosso drama é que às vezes a gente joga fora o certo e recolhe o errado. Da acomodação brotam fantasmas que tomam a si as decisões: quando ficamos cegos não percebemos isso, e deixamos que a oportunidade escape porque tivemos medo de dizer o difícil “sim”.
O “não” é também um ponto cego por onde a gente escorre para o escuro da resignação.
O ponto mais cego de todos é onde a gente nunca mais poderá dizer “sim” para si mesmo. E aí tudo se apaga. Mas com o “sim” as luzes se acendem e tudo faz sentido.
Dizer “sim” a si mesmo pode ser mais difícil do que dizer “não” a uma pessoa amada: é sair da acomodação, pegar qualquer espada – que pode ser uma palavra, um gesto, ou uma transformação radical, que custe lágrimas e talvez sangue – e sair à luta.
Dizer “sim” para o que o destino nos oferece significa acreditar que a gente merece algo parecido com crescer, iluminar-se, expandir-se, renovar-se, encontrar-se, e ser feliz.
Isto é: vencer a culpa, sair da sombra e expor-se a todos os riscos implicados, para finalmente assumir a vida.
Fazer suas escolhas, assinar embaixo, pagar os preços…e não se lamentar demais. Porque programamos o próprio destino a cada vez que, num tímido murmúrio ou num grande grito, a gente diz para si mesmo: “Sim!”

Lya Luft




Postado no blog alinelange.blogspot.com, AMEI.